sexta-feira, 10 de junho de 2011

Três ou nove...

É engraçado lembrar do passado. Às vezes é triste, doloroso, nostálgico mas é engraçado. Lembrar de dias frios onde amigos novos saiam pra ser jovens juntos, fazer coisas que, no geral eram bem estúpidas, mas era tudo que os jovens como estes deviam fazer. É engraçado porque foi engraçado, engraçado quando tudo aconteceu.
Dois amigos meio bobos juntos, e outros tão bobos quanto envolta. Esses dois, meio completamente embriagados, talvez um deles pela primeira vez, dois seres humanos que antes olhavam para lados opostos e naquele momento seus olhares tontos e embasbacados se encontraram. E no meio de uma brincadeira com cunho sério, sem a mínima noção do errado ou certo, apenas os pensamentos inebriados pelo vinho e um beijo roubado, inesperado, maravilhoso.
E o que aconteceria dali pra frente? Por quanto tempo aquilo permaneceria na cabeça de ambos? Ninguém saberia, e nem sequer gostaria de saber. E os dois cérebros, os dois corações e os dois corpos, começaram a rumar para o mesmo lado. Surge calor, surge ternura.
Algumas outras vezes embriagados, outras meio atrapalhados, começaram a crescer, ambos, juntos, como ninguém imaginou que seria. E esses dois, tão bobos, sabiam apenas que era aquilo que eles queriam, e nada mais. Era tudo bem simples e ao mesmo tempo tão complicado.
Hoje, o gosto de vinho já não é tão agradável, nem são tão bons seus efeitos. Mas o beijo, o beijo continua o mesmo, melhor, talvez. O beijo continua seguindo de mãos dadas com o abraço e com o olhar perdido, e toda a sensação maravilhosa de não estar perdido sozinho.
E em meio a canções, lágrimas, toques, dias e noites, estações e fases, e em meio a todo um mundo de armadilhas, eles ainda estavam lá. Estariam sempre lá, e estariam sempre unidos.
E se isso não é amor, nada mais é.

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