segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Cartas sobre a espera... parte 1

Hoje já é o terceiro dia. 
Não é como se eu estivesse desesperada, mas tem um buraco enorme e negro dentro de mim que nada consegue preencher. Músicas me fazem chorar e nem meu livro me atrai. Tudo me leva a acreditar que tudo vai dar certo e que tu vais voltar pra mim.
Quando tu me liga, meu coração salta pela boca, uma mistura de alegria, ansiedade e medo. O medo, este que tomou conta de mim. Quando tu me disse que estava doente, meu coração se despedaçou um pouco mais, sendo que me dói muito saber que não posso estar aí pra te cuidar.
Minha maior aflição é não saber se tu vais voltar, se estás sentindo minha falta, se pra ti está sendo um prazer ficar longe de mim, e justo agora, justo agora.
Tenho na cabeça mil coisas para fazermos juntos, mil planos, passeios, viagens, jogos e brincadeiras, queria te falar tudo, conversar contigo, pegar tua mão e olhar nos teus olhos, e te beijar. Me abstenho, mantenho-me quieta e me resumo a perguntar-lhe se melhorou do enjoo, e se está bem sozinho. 
Não sei se consigo suportar a ideia de lhe perder, a minha falta de capacidade de te manter apaixonado por mim.
Te peço perdão, e apesar de desejar gritar: VOLTE PRA MIM!, apenas lhe digo que te amo.
Tome o tempo que precisar, e se sinta feliz por nós dois.

- há uma semana eu vinha pensando num bom modo de lhe dizer que tu és o amor da minha vida, é uma pena que não tenha dado tempo -

terça-feira, 24 de abril de 2012

Te amo tanto que fico enjoada

Me vem à cabeça essa música agora, e não leiam a palavra enjoada no sentido das coisas enfadonhas, mas no sentido de quando seu estômago vira e revira sem cessar. Meu jeito me traiu, me transformou numa imagem distorcida de mim, uma personagem que não condiz com a real pessoa. 
Porque eu jamais o deixaria, eu jamais o faria sofrer de propósito, com coisas que considero totalmente horríveis. Eu só não sei como agir, porque é injusto pensar assim. Grande parte disso que chamo de vida gira em torno desse sol, maravilhosamente e confortavelmente aconchegado em meus braços nas noites de sábado, mas ele parece longe agora, parece triste, parece desconfortável e isso me faz querer nascer de novo só pra nascer perfeita. 
Eu gosto dele, eu gostinho e eu gostãozão. Não me importaria em passar toda a semana insone se somente em troca disto eu pudesse te ver naqueles dois ou três dias que são tão mágicos pra mim.
Confesso que te queria todo, sem nenhum pedaço faltando, e te queria sempre. Faria quase qualquer coisa para dormir ao lado desse corpo tão acolhedor todos os dias, qualquer coisa.
Faria o mesmo pra te ver sorrindo pra mim com toda a sinceridade de seu coração.
Eu mudo qualquer comportamento infeliz por causa dele, qualquer coisa que possa inspirar inverdades. Porque tu és único e maravilhoso para mim, e nenhum ser conhecido pode mudar o que sinto, pode me tirar de você. 
Só fique comigo esta noite, esteja comigo, enxugue minhas lágrimas. 
Eu nasci pra amar intensamente. 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Sem saída.

Pouco menos de sete dias sem um diálogo agradável, o elixir da sua alma. Pouco menos. Já não sei que caminho tomar, todas as coisas que acreditava se dissipam diante dos meus olhos, na minha mente, palavras duras, frias, sem pensamento e sem sentimento.
Veja as fotos e leia seus diários antigos, sentindo inveja de si mesmo pelo que costumava ser, tudo que costumava fazer. Sorrisos e abraços e dias frios, bebidas frias, conversas calorosas. E é difícil acreditar que aquela pessoa é hoje esta que escreve. 
Não sei se ainda acredito em alguma coisa, mas no fim acredito porque sou tolo. E no fim tudo que resta é a esperança de um tolo. 
A sombra é passageira. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Quase...

Falta um dia pra chegar o próximo ano, todo novo, tenro, cheio de intenções e desejos de prosperidade. Mais ainda quando o telefone toca, vomitamos um milhão de palavras sem sentido, a insegurança toma conta.
Não quero mais ligar, nem me preocupar. Vou deixar o doce da minha taça para o final. Já provei do amargo demais. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cansaço e doces

Cheguei a um impasse. 
Há algum tempo me sinto cansada das coisas que devo fazer, sinto como se tudo fosse por demais enfadonho. Me senti cansada de correr atrás do futuro, de olhar coisas que gostava de olhar, de voltar para casa no fim do dia. Minha casa me faz ter pensamentos que me deixam mal. Não porque minha casa é ruim, mas porque o ócio tomou conta.
Preciso encontrar a garrafa de groselha, o gelo e o leite condensado, misturar tudo e mandar goela a baixo para poder esquecer de pensar coisas que não fazem sentido, que não me acrescentam.
Eu não estou mal, só preciso viajar por um bom tempo. 

domingo, 28 de agosto de 2011

Quem é você?

Escalando uma escada de tamanho incomensurável apenas para vencer a si mesma. "Toda minha vida eu quis ser alguém". Pois eu não sou nada, ainda.
Estou cansada mas a escalada ainda acabou de começar, e quando achava que estava no alto, na verdade ainda havia subido apenas um degrau. Aí veio a tempestade de pedras, de gelo e de lágrimas e cá estou eu novamente no chão, lutando pra me reerguer como uma pessoa.
Sabe o que é engraçado? Você sempre ouve histórias onde grandes pessoas se ergueram juntas, com amor, mas quando chega a hora de você se erguer você deve ter em mente que está sozinha e sempre estará. Não existe alguém pra te segurar quando estiver fraquejando, não. Existem aqueles que serão as tempestades mas não existem aqueles que serão calmaria.
Você está por si só e é bom se acostumar.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

19 barras de chocolate.

Todo ano quando se aproxima o dia em que nasci, naquele inverno de 1992, a cabeça começa a pesar de alguma forma. Seja tristeza, saudade, nostalgia ou preocupação. 
Esse ano a cabeça pesou mais tarde, não me sinto mas tão ruim quanto me sentia há anos que eu consigo me lembrar, me sinto bem porém incompleta. Incompleta sim, pois sou ser humano, supostamente, e desejo do fundo de minha alma um olhar sincero e duas palavras vindas do fundo do coração: Eu te amo.
Posso desejar mil presentes, mas talvez nenhum deles me deixaria mais feliz que este, o qual não posso pedir.
E agora?