São tantos modos, respirações, tons e jeitos, e você já não consegue fugir, pra onde olhar sem ver uma pessoa? E em todo canto parecem ser todas iguais. Algumas grandes, outras pequenas, algumas claras, outras escuras, mas parecem ser tão iguais. Todos os machos querendo provar sua macheza, andando de um lado pro outro com as asas abertas, tentando provar pra algum ser invisível que ele é completamente igual ao que está ao seu lado. E as fêmeas, todas com seus cabelos clareados, extremamente lisos, um tipo de pó pigmentado espalhado pelo rosto, exagerado, às vezes. Sempre competindo pra ver quem é mais fraca e submissa.
Tem gente bonita também, gente que atrai o olhar, que anda por aí exalando personalidade, exalando simpatia ou empatia, gente que te atrai. E tem gente feia, que sai e volta pra casa com a cara fechada, suando e fedendo e faz questão de deixar bem claro pro mundo: to emburrado.
E tem gente estranha, que é bem comum, e que é fácil de perceber quando você faz parte dessa taxonomia. Gente que anda por aí olhando pros lados, pra cima, pensando que viu um disco voador na última noite e como aquilo foi excitante e o quanto gostaria de encontrar aquele outro amigo agora pra poder contar. Tem meninas que gostam de passar o tempo sonhando e caras românticos, e gordinhos legais e magricelas engraçadas. E meninas que parecem meninos e meninos que parecem meninas. E meninas que são meninos e meninos que são meninas.
E todo mundo que é estranho tende a ser legal.
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